Na CPI, representante da Airbus descarta falha técnica em avião da TAM

O vice-presidente de Segurança de Vôo da Airbus, Yannick Malinge disse na CPI da Crise Aérea da Câmara que não existe possibilidade de ter acontecido pane mecânica ou nos computadores do A-320 da TAM que se acidentou no aeroporto de Congonhas no dia 17 de julho. Segundo a Agência Câmara, Malinge afirmou ser necessário aprofundar a hipótese de os manetes, que controlam a aceleração das turbinas, estarem na posição errada, acelerando o avião. O executivo disse ainda que, após as análise das caixas-pretas, é possível perceber que o sistema de freio por spoilers também funcionou normalmente. No entanto, na gravação de voz da caixa-preta da aeronave, divulgada pela CPI, o co-piloto havia emitido o aviso "spoilers nada" logo após o início da aterrissagem.

Malinge afirmou aos deputados que as regras internacionais de segurança permitiam que o Airbus da TAM voasse com o reverso direito travado pelo prazo de dez dias, mas que a companhia poderia adotar práticas mais rigorosas para o sistema. Ontem, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, disse que o Airbus utilizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode voar com o reverso "pinado", por medidas de segurança adotadas pela Aeronáutica. Conforme o executivo, a tripulação deve calcular o tamanho da pista para poder pousar sem o reverso. Por segurança, a Airbus recomenda uma pista de pelo menos 1.600 metros em condições de tempo seco e de 1.750 metros se a via estiver molhada. A pista de Congonhas tem 1.940 metros.

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