Baleada com dois tiros no tórax numa tentativa de assalto na noite de ano-novo, Maria Cilene Trajano, de 35 anos, recebeu alta nesta sexta-feira (4) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Clínica São José, no Humaitá (zona sul), mas ainda ficará internada num centro semi-intensivo ou no quarto. Segundo os médicos, Cilene, que passou por outros dois hospitais, sofreu duas cirurgias antes de chegar à clínica. A primeira, uma laparotomia – cirurgia no abdome -, não indicou lesões viscerais ou vasculares e a outra foi para a correção parcial da fratura exposta do antebraço esquerdo. Ela está lúcida e respira sem o auxílio de aparelhos.
O marido dela, o médico ortopedista Lídio Toledo Filho, de 35 anos, também baleado, segue em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Samaritano, em Botafogo. Ontem, o pai de Toledo Filho, o ex-médico da seleção brasileira Lídio Toledo, anunciou que ele ficou paraplégico. Um dos três tiros disparados contra Toledo Filho atingiu as vértebras e seccionou a medula espinhal. Os outros disparos alcançaram o rosto e o braço.
A Polícia Civil informou que realizou várias incursões hoje no Morro do Borel e na Favela do Catambri , na Tijuca (zona norte), à procura dos motoboys Alan de Assis Mendes, de 25 anos, e Rafael da Silva Oliveira, de 23, apontados como os autores do crime. Mendes, que viajava na garupa da moto de Oliveira, seria o autor dos tiros contra o casal. O menor M.S.R., de 15 anos, permanece detido após confessar, de acordo com a polícia, que atuava como olheiro da quadrilha e abasteceu a moto para eles antes da ação criminosa. Investigadores afirmaram acreditar que o bando atuava no local, regularmente. Até o início da noite desta sexta-feira, ninguém havia sido preso.


