O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, sugeriu na reunião plena do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado "Conselhão", que se crie uma "estrutura de governança" com autonomia para cobrar do governo respostas às sugestões apresentadas nas reuniões do colegiado.

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Essa estrutura, que seria composta por integrantes do próprio "Conselhão" e eleitos especialmente para isso, teria o papel de promover uma interlocução mais freqüente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governo, nos moldes do Conselho Político, formado pelos dirigentes dos 11 partidos da base governista e convocado com freqüência pelo presidente da República para dar sugestões em questões de relevância política.

"Sugiro criar um grupo de governança menor – como ocorre com os líderes do Congresso -, um grupo que deveria se reunir mais e ser mais ouvido, ser uma ferramenta de trabalho", explicou Múcio em discurso na abertura da reunião do CDES, a primeira do ano.

Sua sugestão teve apoio do presidente da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, que destacou que o Brasil não pode se acomodar e achar que está tudo resolvido por estar vivendo um ciclo de crescimento. O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, do grupo Gerdau, acrescentou: "Uma estrutura de governança vai propiciar maior interlocução e interação." Gerdau disse também que a formação do grupo proposto por Múcio deve refletir o conceito de diversidade existente no "Conselhão".

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