O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, voltou a criticar nesta terça-feira (31) a postura adotada por alguns integrantes do Ministério Público Federal (MPF), que no seu entender não fiscalizam a Polícia Federal (PF), mas acabam tendo parte nos abusos cometidos pela corporação. “Muitas vezes, o próprio MPF é parte naquilo que nós dizemos (classificamos de) ação abusiva da polícia”, disse ele, ao chegar para evento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em São Paulo.

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Mendes se esquivou de comentar especificamente as operações Satiagraha e Castelo de Areia, mas deixou claro a sua contrariedade com a atuação da procuradoria nesses episódios. “Quando o Ministério Público atua em conjunto com a polícia, quem vai ser o controlador dessa operação?”, questionou. O ministro defendeu, mais uma vez, a criação de uma corregedoria jurídica para controlar as ações da PF e classificou a atuação do MPF como “um tanto quanto abstrata”.

O presidente do STF deu palestra no Congresso Estadual do Jovem Advogado, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ministro chegou com uma hora de atraso ao prédio. Ele foi anunciado para a plateia de cerca de 300 pessoas pelo presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, como “um dos maiores brasileiros”, e aplaudido efusivamente.

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