brasil

MP vai monitorar risco para ativistas dos direitos humanos no Rio

O Ministério Público do Rio vai monitorar o risco de todos os parlamentares e ativistas de direitos humanos cujos nomes apareceram no relatório final do inquérito policial sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco. O relatório detalha as pesquisas feitas online pelo PM reformado Ronnie Lessa, acusado de executar Marielle e o motorista Anderson Gomes em 14 de março do ano passado.

Os deputados estaduais do PSOL Flávio Serafini e Renata Souza estiveram na manhã desta sexta-feira, 22, reunidos como procurador-geral, José Eduardo Gussen, a quem solicitaram a avaliação de risco para todos os nomes pesquisados. Matéria do Estado publicada na última quinta-feira revelou que Lessa fez pesquisas sobre Marcelo Freixo e Flávio Serafini. Pesquisou também nomes de pesquisadores e ativistas de direitos humanos da Anistia Internacional, das Redes da Maré e da ONU Mulheres, sobretudo na área de segurança pública.

“Esse assassinato ainda não foi completamente desvendado, precisamos saber quem foi o mandante e qual a motivação. Essas pesquisas sobre defensores de direitos humanos retratam que o caso é de um ataque à democracia. O Estado tem que analisar os riscos e se responsabilizar por todos que foram citados.”, afirmou Serafini.

Segundo o parlamentar, Gussen informou que os nomes serão monitorados e, em caso de haver risco, informará para que medidas de segurança como escolta sejam tomadas.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.