O Movimento Xingu Vivo negou hoje ter participado da invasão do escritório central do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte (no oeste do Pará), realizado ontem.

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Na invasão, liderada por índios, foram quebrados materiais de escritório como computadores, mesas e cadeiras, afirmou o CCBM (Consórcio Construtor de Belo Monte).

A assessoria do Xingu Vivo disse que “nenhum integrante do movimento participou do ato” e que todas as ações do movimento são “pacíficas”.

O Xingu Vivo é o principal opositor da construção da hidrelétrica. O movimento organizou, da última quarta-feira até este domingo, a conferência Xingu +23, na região das obras de Belo Monte, em Vitória do Xingu (a 945 km de Belém).

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Houve debates sobre os impactos da hidrelétrica para a região, com presença de índios de diversos locais.

De acordo com o Xingu Vivo, os índios que invadiram o escritório relataram terem ficado “revoltados” com as futuras consequências da hidrelétrica.

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O movimento afirmou não ter “nenhum tipo de poder para impedi-los”.

Ainda hoje, o consórcio registrou boletim de ocorrência sobre a invasão afirmou que “tomará as medidas cabíveis na Justiça”.