O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) orientou o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, a cortar o ponto dos agentes da PF que participaram ontem da chamada “operação sem padrão” na Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai.

O protesto de ontem consistiu na ida de agentes ao local, que se algemaram na ponte, de acordo com Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais). No memorando, Cardozo determina que o chefe da PF entregue um relatório com a “verificação dos servidores que efetivamente não prestaram serviço nos dias de hoje [ontem] em decorrência de paralisação ou greve, para fins de anotação administrativa das respectivas ausências”.

Ele pede ainda que as chefias nos Estados adotem “rigorosamente o mesmo procedimento” em casos semelhantes. Cardozo também determina que os órgãos de corregedoria internos apurem “atos ilícitos e/ou infrações funcionais praticados por servidores”.

A operação dos agentes da PF recebeu esse nome diante da decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de proibir a operação-padrão, que provocou fila em aeroportos em todo o país.

Segundo a Fenapef, apenas três agentes da PF atuam na Ponte da Amizade, e todos trabalharam ontem no local.

Ainda hoje, a mesma operação será realizada em aeroportos de São Paulo e Espírito Santo, disse a federação. Na noite desta terça-feira, representantes da categoria têm encontro agendado com o Ministério do Planejamento.