Ministério Público acusa Marcos Valério de sonegar R$ 54,7 milhões

A Justiça Federal instaurou ação penal por sonegação fiscal contra Marcos Valério e seus ex-sócios na agência de publicidade DNA Propaganda. Conforme denúncia do Ministério Público Federal, o grupo sonegou R$ 54,7 milhões de tributos entre 1999 e 2002 por omissão de informações ou declarações falsas à Receita Federal. O empresário mineiro foi apontado como operador do mensalão, esquema de pagamento de propina a parlamentares no governo Lula. No auge do escândalo, em julho de 2005, a Polícia Civil flagrou queima de notas fiscais da DNA.

Figuram também como réus na ação o publicitário Francisco Marcos Castilho; Ramon Hollerbach Cardoso; Cristiano de Mello Paz; o contador Marco Aurélio Prata; seu irmão, o policial civil aposentado Marco Túlio Prata; e a mulher de Valério, Renilda Maria Santiago Fernandes. Além de sonegação, eles são acusados de uso de documento público falso e formação de quadrilha.

A ação foi distribuída no último dia 22 e tramita na 9ª Vara Federal, em Belo Horizonte. Cristiano Paz, fundador da SMPB Comunicação – outra agência publicitária mineira envolvida no escândalo -, foi incluído entre os réus por ser representante da Graffiti Participações, parte da sociedade da DNA. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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