Cinco capitais brasileiras estão com a circulação dos trens dos metrôs comprometida nesta terça-feira devido a uma paralisação promovida pelos trabalhadores. O motivo seria a negativa do governo federal em dar um reajuste salarial. Aderiram à paralisação os trabalhadores das cidades de Belo Horizonte, Maceió, João Pessoa, Natal e do Recife, atendidas pela Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU). Nessas cidades o número de trens em circulação foi reduzido.

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A presidente do Sindimetro de Minas Gerais, Alda Lucia Fernandes dos Santos, contou ao estadão.com.br que as reuniões de negociações do reajuste começaram em 21 de março e se estenderam até 8 de maio. “Como a CBTU e o Governo Federal mantiveram a proposta de dar reajuste zero, o sindicato e a categoria decidiram colocar em prática a paralisação”, conta Alda.

Em Belo Horizonte, 230 mil usuários do metrô foram afetados pela paralisação, segundo o sindicato, mesmo com a frota operando 100% nos horários de pico, conforme determinou a Justiça. Em Recife, a paralisação começou às 22 horas de segunda-feira. Segundo o presidente do Sindimetro de Pernambuco, Lenival José de Oliveira, os 275 mil usuários que passam diariamente pelas 36 estações são atendidos apenas das 5h às 9h e das 16h às 20h.

Em João Pessoa, na Paraíba, os trens ficaram parados desde a 0h desta terça-feira e 30% da frota opera nos horários de pico. O presidente do Sindimetro do Estado, José Cleofas Brito, disse que o sindicato acata as condutas que a Procuradoria do Trabalho implantou, sobre o funcionamento dos trens em horários específicos, mas que as 11 estações da capital manterão o protesto até que a empresa CBTU apresente algum índice de reajuste salarial.

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