Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello deu dez dias prazo para o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), apresentar provas documentais de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se recusou a fornecer ao Legislativo informações sobre gastos com cartões corporativos da Presidência da República.

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No despacho, Celso de Mello diz que os documentos são essenciais para que dê prosseguimento ao mandado de segurança impetrado pelo parlamentar com o objetivo de obrigar a Presidência a divulgar seus gastos com os cartões. Arthur Virgílio deu entrada com o mandado no Supremo no dia 13 último.

Na mandado, o senador afirma que a recusa de Lula em divulgar os gastos com os cartões ocorreu por meio de decisões tomadas pela Casa Civil, pelo Gabinete Pessoal e pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, que caracterizaram estes gastos como sigilosos.

O ministro do STF explica no seu pedido que decisões tomadas por órgãos da Presidência não podem ser atribuídas, por conseqüência, ao Presidente da República, salvo com a comprovação documental.

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Diante da decisão do ministro, Arthur Virgílio afirmou que ?usará muito bem? o prazo estabelecido. ?Vamos coligir [reunir] todas as evidências e apresentá-las ao ministro?.

A maior evidência da negativa de Lula em fornecer os dados, segundo o senador, está em declarações feitas em entrevista coletiva pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix.

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?Eles declararam que os gastos do presidente não podiam ser abertos por se tratar de segurança nacional?, disse o líder do PSDB.