Apesar do arquiteto e presidente do Masp Julio Neves ter anunciado com toda pompa um novo sistema de segurança ?como o do Louvre, talvez até melhor?, o local projetado por Lina Bo Bardi reabre as portas hoje com o mesmo tipo de equipamento que se mostrou falho e precário no furto das obras de arte em 20 de dezembro. Segundo avaliação do vice-presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação de São Paulo, José Jacobson Neto, que está trabalhando no novo projeto de segurança da instituição, ?as imagens das câmeras são péssimas, os aparelhos são antigos e o alarme e os sensores de movimento não são nem um pouco confiáveis?.

Neto é vice-presidente da Guarda Patrimonial (GP), empresa com sede no bairro do Jardim Paulista que ficará responsável pela segurança privada do Masp já a partir de hoje. A companhia faz segurança para empresas como Vivo e TIM, universidades como a FMU e lojas de grife como Bulgari e Cartier.

No Masp, serão colocados cinco vigilantes no turno da manhã e quatro na parte da noite. ?Serão seguranças supereducados?, diz Neto. Além de aconselhar o museu a instalar novos equipamentos de segurança, a GP fez duas análises de risco do prédio na Avenida Paulista para apontar os principais problemas e sugerir soluções. A direção do museu também pediu para que a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana façam campana no vão livre para evitar novos problemas – a partir de março, será instalada uma base fixa da PM no local.

O Masp ainda procura patrocínio para bancar o plano de segurança privada, que custará R$ 50 mil mensais. Em cerca de dez dias, começam a ser instalados os novos equipamentos eletrônicos de segurança ?iguais aos do Louvre?.