A manifestação pela redução das tarifas do transporte público terminou com novos conflitos entre soldados da Brigada Militar e participantes do protesto na noite desta segunda-feira, em Porto Alegre. Houve depredações de equipamentos públicos como contêineres de lixo, placas de trânsito e semáforos e de fachadas de estabelecimentos comerciais, bancas de revistas, bares e automóveis – além de saques.

Pelo menos 50 pessoas foram detidas e quatro ficaram feridas sem gravidade. Como das vezes anteriores, o protesto começou na praça Montevidéu, diante da prefeitura, mas seguiu por roteiro diferente, pelas avenidas Mauá, João Goulart e Loureiro da Silva, que formam uma espécie de círculo sobre a área central.

O público foi estimado em 10 mil pessoas pela Brigada Militar e correspondeu à metade do que foi às ruas na quinta-feira. Quando a multidão saiu da Avenida Loureiro da Silva e tomou a Avenida Borges de Medeiros para retornar ao ponto inicial, um pequeno grupo desgarrou-se e foi para a Rua João Alfredo, no bairro Cidade Baixa, onde depredou automóveis, contêineres, grades e fachadas de edifícios comerciais e residenciais.

O conflito estourou quando a passeata se aproximava da prefeitura. Segundo informações da Brigada Militar, um grupo tentou depredar uma loja da esquina da Rua dos Andradas com Avenida Borges de Medeiros e foi contido pela maioria. A tropa resolveu interferir e avançou. Alguns manifestantes mais exaltados dispararam rojões, enquanto os soldados lançaram bombas de gás lacrimogêneo.

Além de Porto Alegre, houve manifestações em pelo menos outros dez municípios gaúchos nesta segunda-feira. Em Canoas, na região metropolitana, os ativistas bloquearam os dois sentidos da BR-116, provocando congestionamentos durante quatro horas. Protestos semelhantes trancaram temporariamente a passagem de veículos em rodovias de Caxias do Sul, São Leopoldo e Campo Bom.

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