Mais três toneladas de peixes mortos são recolhidas na Lagoa Rodrigo de Freitas

Mais três toneladas de peixes mortos foram recolhidas nesta sexta-feira, 17, da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio, local das provas de remo e canoagem nas Olimpíadas de 2016. Nos últimos onze dias, foram retiradas 46 toneladas de savelhas do espelho d’água.

O cheio forte de peixe em decomposição incomoda quem passa na orla. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente atribuiu a mortandade a um “choque térmico” causado por chuvas intensas e pelo aumento do nível do mar, que ocasionaram grande entrada de água na Lagoa semana passada. A variação de temperatura apontada pelo monitoramento foi de até menos 4 graus.

Na última mortandade, em março de 2013, foram recolhidas cerca de 70 toneladas. O biólogo Mário Moscatelli, que acompanha há 26 anos o ecossistema da Lagoa e foi responsável pelo replantio de manguezais, criticou a falta de um plano de contingência para acelerar a retirada de peixes mortos.

“A lagoa é e sempre será um ecossistema frágil. Venho dizendo desde a última mortandade que é necessário plano de contingência para evitar que pequenas mortandades se tornem maiores, se não tiver uma rápida remoção dos peixes. Não é fatalidade, é porque infelizmente falta gestão”, afirmou.

Segundo a Companhia Municipal de Limpeza Urbana, dois catamarãs e um barco pequeno recolhem os peixes. Uma embarcação maior, que poderia agilizar a limpeza, está parada há pelo menos um ano. De acordo com a secretaria de Meio Ambiente, o desequilíbrio continuará nos próximos dias “devido à presença de matéria orgânica decorrente das chuvas e de parte dos peixes (mortos) que permanecem na água e podem comprometer o nível do oxigênio dissolvido”.

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