Uma mulher e seu filho estavam sendo mantidos em cárcere privado há cerca de dois anos em Ceilândia, cidade próxima a Brasília. A informação é do delegado chefe do 19º DP, Raimundo Vanderly Alves de Melo. Darlete Santos Coimbra, de 30 anos, e seu filho de 9 anos foram libertados ontem após denúncias anônimas. Ela era mantida refém em condições subumanas, sofreu maus-tratos e ficava em um pequeno cômodo de uma residência.
Darlete Coimbra era mantida presa pelo casal Liomar Santos Rangel, de 39 anos, e Valdemar Francisco Ribeiro, de 45 anos, que aproveitavam do estado depressivo da vítima para usar seus documentos e obter o dinheiro da aposentadoria e do programa do governo Bolsa Família. Foram usados inclusive documentos falsos de outros filhos fictícios da vítima.
O recadastramento nos postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) era feito com a presença de Darlete, que era levada para fora da casa usando vestidos longos e com a cabeça coberta. Ela assinava os papéis com o intuito de proteger o filho. De acordo com a polícia, o casal também registrou o filho de Darlete como sendo deles, trocando inclusive o nome para João Vitor. Darlete foi levada ao Hospital Regional da Ceilândia, onde está internada.