Brasília – O novo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, assumiu ontem o cargo rejeitando qualquer mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele afirmou que não aceita, como ?historicamente? sempre fez o seu partido, o PDT, a redução dos direitos dos trabalhadores. ?Por que a discussão tem que ser sempre para retirar direitos dos trabalhadores??, disparou o ministro.
Após uma cerimônia concorrida de transmissão de cargo no prédio do ministério, Lupi apontou a reforma tributária como a solução para incentivar as empresas a contratarem mais empregados com carteira assinada. ?O que temos que discutir com profundidade é a quantidade de impostos que as empresas pagam?, afirmou o ministro. Para Lupi, os governos (federal, estaduais e municipais) têm que aceitar algum tipo de redução de arrecadação fiscal para que possa avançar a negociação de uma reforma tributária.
?Quem é que quer perder receita? Ninguém. Mas eu faço o seguinte raciocínio: será que haverá perda de receita tendo mais gente empregada com carteira assinada. Eu garanto que não?, defendeu o ministro, acrescentando que com o aumento da formalização de mão-de-obra certamente os cofres públicos terão uma compensação de uma eventual perda fiscal com a redução de impostos.
As palavras do novo ministro indicam que, dificilmente, avançará uma discussão sobre reforma trabalhista em sua gestão.