Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita, hoje, Petrolina (PE) e Teresina (PI), cidades atingidas pelas enchentes que já mataram 84 pessoas e deixaram 104 mil desabrigados em 15 Estados. De volta de sua viagem à Índia e à Suíça, o presidente decidiu fazer pessoalmente o que entende ter sido uma falha do governo durante sua ausência: mostrar as ações e o socorro federal às vítimas.

Em sua comitiva, Lula levará quatro ministros, entre eles o da Integração Nacional, Ciro Gomes, que até segunda-feira considerava desnecessário ir aos locais atingidos. O governo já disponibilizou R$ 32 milhões para as ações emergenciais, mas os pedidos de governadores e prefeitos para obras e fazer frente aos prejuízos das cheias giram em torno de R$ 350 milhões, segundo Ciro.

Ele reagiu às críticas por não dar publicidade às ações governamentais e não visitar locais atingidos pelas enchentes. “Pessoalmente me recuso a fazer pseudofato. Meu papel é trabalhar para fazer as coisas acontecerem. Imagina se eu estou passeando por aí, quem é que trabalha??, disse ontem, classificando de “fofocas” e de “desrespeito às vítimas” as críticas ao seu silêncio.

Peso

Ciro ressalvou, contudo, que apoiou e considera “corretíssima” a decisão de Lula de visitar Petrolina e Teresina. “O presidente da República, que é o chefe da Nação, que tem peso simbólico grave, decidir ir para mostrar à população que está agindo, que está solidário, é perfeito, corretíssimo.” O porta-voz da Presidência, André Singer, disse que a viagem tem por objetivo prestar solidariedade às pessoas atingidas pelas chuvas e verificar diretamente a extensão dos danos, assim como a ação do governo.

Além de Ciro, Lula será acompanhado pelos ministros da Saúde, Humberto Costa; da Agricultura, Roberto Rodrigues; e dos Transportes, Anderson Adauto. Segundo Singer, a orientação do presidente é que não devem faltar recursos para ações emergenciais nos municípios atingidos pelas cheias.