O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse, sobre o compromisso de superávit primário de 3,75%, reafirmado no novo acordo entre Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que espera que o aumento de produção do país evite que o país tenha que continuar tendo que se preocupar com tar exigência.
– Nós já afirmamos na ?Carta ao Povo Brasileiro? que nós temos aprovado o superávit. Mas vamos trabalhar para que, desde o primeiro dia, a economia volte a crescer e a gente não precise se preocupar em ter superávit primário e tenha que fazer arrocho sobre setores da economia que não agüentam novos apertos disse Lula.
O candidato afirmou que só o crescimento da produção e das exportações vai provocar a entrada de recursos que o páis precisa para evitar crtes de gastos para atender à meta de superávit primário.
Sobre a mudança das metas de inflação feitas pelo novo acordo com o Fundo, Lula afirmou que ?o governo já não conseguiu cumprir as metas firmadas para este ano?.
– Obviamente que temos o interesse de manter a inflação o mais baixa o possível, porque isso interessa a quem vive de salário.
Lula concede entrevista sobre o acordo neste momento.
Lula afirmou que não está tão otimista quanto o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, que qualificou como ?espetacular? o resultado das negociações com o FMI.
– Eu não sou tão otimista porque eu gostaria que o Brasil não precisasse do empréstimo. A notícia boa que a gente gostaria de ter, e eu espero dar a vocês, é que o Brasil voltou a crescer e que, por isso, não precisará sacar os recursos disponíveis no FMI.
Lula lamentou que a ida ao FMI tenha se tornado ?inevitável?.
Lula se compremete com superávit estabelecido no acordo
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