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Lula pede paciência e diz que o PT é 100% governo

  • Por Redação O Estado Do Paraná

São Paulo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, durante a reunião do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, que o PT “?é 100% governo”. A ênfase faz parte do esforço dos principais dirigentes petistas para neutralizar a oposição da chamada ala esquerda do partido à política econômica do governo Lula.

Segundo relato do presidente do PT, José Genoíno na condição de integrante do Diretório, Lula alegou que é preciso ter paciência com o seu governo uma vez que herdou o País praticamente quebrado. Ele também anunciou a intenção de participar de todas as reuniões do partido e acompanhar os debates internos. Lula disse que o PT precisa ser um partido e autônomo, mas em seguida ressaltou que a condição de “100% governo” não deveria ser ignorada pelos membros.

Ainda segundo Genoíno, Lula avaliou que as medidas que o governo está adotando na área econômica já surtem resultados com os primeiros sinais de recuo da inflação. Lula foi o terceiro orador da reunião, aberta por Genoíno às 10h45 no Hotel Pestana na zona sul de São Paulo. De acordo com o relato de outros interlocutores, Lula pediu acima de tudo, paciência.

Genoíno enfatizou, na abertura da reunião, que “a tarefa primordial do partido é o sucesso do governo do presidente Lula”. Num recado aos radicais do partido, que questionam a política de reformas do governo Lula, Genoíno enfatizou que o PT realiza o encontro na condição de “partido do governo” e é nesse contexto que serão discutidos os informes e resoluções no decorrer da reunião. “Vamos trabalhar em todas as frentes, o Executivo, Legislativo e a sociedade, nesssa tarefa histórica que é a execuçao do programa de governo do PT”, disse.

Momentos antes, em entrevista, Genoíno havia sido incisivo na contestação aos radicais: “Não vamos ser pautados por meia dúzia de parlamentares em relação às criticas ao nosso governo. Temos rumos, somos governo. Vamos unificar o partido, porque somos governo e todas as correntes são co-responsáveis pelo governo.”

No entanto, em entrevistas concedidas no intervalo para almoço do primeiro dia de reunião do Diretório Nacional do PT, os integrantes das correntes de esquerda do partido não mudaram suas opiniões críticas. “Estamos aqui para construir. O debate é necessário, porque estamos num processo de transição e temos quer ser coerentes”, disse o deputado estadual e ex-prefeito de Porto Alegre, Raul Pont, integrante da corrente Democracia Socialista (DS). Ele mostrou-se cético em relação às propostas de reforma tributária e previdenciária, defendidas pelos ministros da Fazenda, Antônio Palocci, e da Previdência Social, Ricardo Berzoini.

Ele disse que os ministros devem ser ouvidos mas também é necessário o estabelecimento de prazos para que suas propostas sejam avaliadas e, se necessário, modificadas. Bem mais crítica do que Pont, a deputada federal Luciana Genro (PT-RS), filha do secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro, disse que as falas de Palocci e Berzoini foram praticamente os mesmos discursos ouvidos e criticados pelo partido ao longo dos oito anos do governo FHC.

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