Lula manda dinheiro para o espaço

Os recursos necessários para financiar alguns projetos espaciais considerados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) como estratégicos serão debatidos na 2.ª feira, em Brasília, entre seus diretores e técnicos da Casa Civil. O projeto espacial entrou na agenda de prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os projetos que devem contar da pauta está o quarto lançamento (de qualificação) do Veículo Lançador de Satélite (VLS-1), desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Aeronáutica em São José dos Campos.

Quando do acidente ocorrido em agosto último durante a preparação para o terceiro lançamento o presidente Lula prometeu outro lançamento ainda dentro de seu mandato, que termina em 2006. Neste caso, será necessário construir outro protótipo e outra plataforma de lançamento, destruídos no acidente.

Deve entrar ainda no debate a sequência do acordo de cooperação espacial com a China, com a construção de mais dois satélites de observação dos recursos terrestres (sensoriamento remoto) -Cbers-3 e 4. O Cbers-1 foi lançado em 14 de outubro de 1999 e o Cbers-2, em 21 de outubro último. O Cbers-3 deve ser colocado em órbita em 2006. Na construção do Cbers-3 e 4, o Brasil entra com 50% das despesas e não mais 30% como nos dois primeiros.

A implementação imediata do acordo com a Ucrânia, firmado em outubro passado, criando a empresa binacional Alcântara Cyclone Space, de que participam a Infraero e duas empresas e uma agência governamental, pelo lado ucraniano, para a exploração comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (Cla), no Maranhão, com o uso dos foguetes ucranianos Cyclone-4 também devem entrar em discussão.
O empreendimento implica o compromisso de ambos os países de realizar investimentos, em torno de US$ 120 milhões em três anos.

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