Brasília – Na primeira reunião com prefeitos de todo o País desde que tomou posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que não esquecerá para que foi eleito e, mais uma vez, pediu paciência diante das dificuldades. “Não vamos ficar chorando o dinheiro que a gente não tem. Nós precisamos definir corretamente o que fazer com o pouco que a gente tem.” Apesar da crise, 16 dias depois do encontro com os governadores, Lula decidiu abrir a mão, na tentativa de contornar as resistências dos prefeitos em relação à reforma tributária: prometeu a liberação de R$ 1, 4 bilhão para saneamento e retomada de obras paradas nos municípios. Diante de uma platéia formada por 2 mil prefeitos que choram por mais recursos e participam até quinta-feira da 6.ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, Lula concordou com o chefe da Casa Civil, José Dirceu, para quem a política monetária e fiscal é um meio e não um fim em si mesmo.

Municípios mantêm pressão, apesar da ajuda

Brasília – A promessa do governo de liberação de recursos represados para dar continuidade a obras em andamento e o anúncio de mais de R$ 1,4 bilhão para investimentos em saneamento básico não foram suficientes para contentar os prefeitos reunidos em Brasília. Eles queixaram-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva da imposição da equipe econômica de proibir que os municípios contraiam novos empréstimos, independentemente da saúde financeira das prefeituras.