Arquivo
Tarso: resistência
dentro e fora do PT.

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa pelo Ministério da Justiça a definir a reforma ministerial. Ele tem reunião hoje, ao meio-dia, com o Conselho Político e a seguir, em caráter reservado, com o ministro demissionário Márcio Thomaz Bastos, com quem discutirá a seleta lista de alternativas que dispõe para a pasta. O primeiro nome é o do ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, mas resistências dentro e fora do PT podem adiar a definição.

Tarso abriu nos últimos dias uma briga política com setores da ala Campo Majoritário, corrente predominante do PT, defendendo em documento uma espécie de depuração ética do partido, com o afastamento de representantes dessa linha, envolvidos com acusações de participação em escândalos. O Campo Majoritário ocupa hoje a presidência do PT, com o deputado Ricardo Berzoini, e tem como seu integrante mais ilustre o próprio presidente Lula.

Cenário

No caso de a indicação de Tarso para a Justiça não resistir às pressões, voltam ao cenário os nomes do ministro Sepúlveda Pertence, do Supremo Tribunal Federal (STF) e – com menor chance – o de Nelson Jobim, ex-ministro do STF. A primeira questão a ser dirimida é se o novo ministro terá perfil técnico, como Sepúlveda, ou político, como Tarso, ou misto, como Jobim. Embora tenha grande apreço por Tarso, Bastos prefere ser substituído por jurista de notório saber, por entender que a pasta funciona melhor com técnico e, como ele, sem filiação partidária.