O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agendou para terça-feira, dia 26 encontro com representantes das centrais sindicais brasileiras ? CUT, Força Sindical, CGT e SDS. A reunião na sede do Sindicato dos Químicos de São Paulo, no bairro paulistano da Liberdade, tem como pauta as reformas trabalhista e sindical.

O convite às centrais começou a ser feito na última sexta-feira pelo secretário sindical do PT, Heiguiberto Navarro, o Guiba. “É uma primeira conversa sobre o que precisa ser modificado na área sindical, na trabalhista e discutir a reforma na Previdência”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT.

Entre as propostas que o presidente eleito parece decidido a levar aos sindicalistas figura o fim da unicidade sindical, com o acatamento das normas da Convenção 87 da OIT, permitindo a criação de várias entidades em uma mesma categoria e base territorial. Outros pontos são: o fim da contribuição ou imposto sindical; a redução ou fim dos repasses às centrais de verbas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador); e uma proposta de negociações tripartite ? sindicatos/empresários/governo ? que busquem acordos setoriais, a exemplo do concluído em 1992, sob o governo Collor, na indústria automobilística.

Para Luiz Inácio Barbosa Carvalho, sócio-diretor da consultoria Sussekind, especializada na área trabalhista, o fim da unicidade e da contribuição trará mudanças de vulto ao mundo sindical. “Vão sobrar apenas 10% dos sindicatos do país. Isso porque a maioria deles só existe para arrecadar dinheiro”, afirmou ele na edição de ontem do jornal Folha de S. Paulo.

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