O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca na sexta-feira para uma visita à Antártida preparado para, em caso de mudanças bruscas no tempo, adiar a volta ao Brasil, prevista para domingo. Segundo o porta-voz da presidência, Marcelo Baumbach, um "plano de contingência" está pronto para o caso de o presidente e sua comitiva não conseguirem embarcar de volta a Punta Arenas, no Chile, no fim da tarde de sábado. "Está prevista a possibilidade de o presidente ter que pernoitar em outros lugares", disse o porta-voz.

Lula visitará as bases chilena (chamada Presidente Eduardo Frei) e brasileira (Comandante Ferraz) na Antártida e também o navio de apoio oceanográfico Ary Rongel. "O presidente pode ter que dormir na base ou no navio", disse Marcelo Baumbach.

Segundo o porta-voz, a viagem é um "gesto simbólico e político de apoio" aos cientistas e militares brasileiros que fazem pesquisa na Antártida. No fim de janeiro, um grupo de 13 parlamentares ficou retido na base chilena durante cinco dias, por causa do mau tempo, que impediu o embarque para Punta Arenas o ponto de partida e de chegada dos visitantes que vão à Antártida. Deverão fazer parte da comitiva do presidente Lula a primeira-dama, Marisa Letícia, e os ministros da Defesa, Nelson Jobim, da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, e da Comunicação Social, Franklin Martins.