O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem, Dia Mundial da Saúde, o termo do protocolo de intenções que prevê o investimento de R$ 52,250 milhões na modernização da infra-estrutura do Instituto Butantã, para torná-lo auto-suficiente na produção da vacina contra o vírus influenza (que causa a gripe). O influenza é suspeito de ter evoluído para uma forma mais agressiva, que teria levado ao surgimento da pneumonia asiática.
O Instituto Butantã é o único a vender, ao Ministério da Sáúde, as doses usadas na campanha de vacinação de idosos. Para a mobilização deste ano, que acontece entre os dias 12 e 30 de abril, o ministério comprou 16,4 milhões de doses a um custo de R$ 94 milhões. Atualmente, o instituto importa o imunizante para, depois, acondicioná-lo em ampolas. Estima-se que, com a nacionalização da produção da vacina, que deve acontecer em 2005, haja uma economia, tanto para o Butantã quanto para o Ministério da Saúde. O ministério vai liberar R$ 34,464 milhões, o governo paulista liberará R$ 10,894 milhões e a fundação, R$ 6,892 milhões, para construir e equipar o laboratório de produção da vacina contra o influenza.
Lula afirmou, em discurso no Butantã, que em matéria de saúde não se deve ter fronteira ideológica, e falou da necessidade de fazer investimentos em saneamento básico, citando entre outros dados que no período de 1995 a 1998 morreram cerca de 300 mil crianças por problemas relacionados à falta de saneamento. Em sua análise, há carência de obras neste sentido, dando a entender em tom de advertência que muitos políticos deixam de fazer essas obras porque as tubulações ficam embaixo da terra e não são obras que sobressaem perante a opinião pública.


