Araçatuba, SP (AE) – Os 420 líderes de rebeliões e da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) detidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, a 635 quilômetros da capital paulista, iniciaram uma greve na manhã de ontem, para protestar contra o esquema de segurança adotado para vigiá-los durante o banho de sol. Desde o dia 12 de maio os líderes do PCC tomam banho de sol em grupos, sempre vigiados por cerca de cem agentes de Escolta e Vigilância (AEVPs) com armas e munições antimotins. Na manhã de ontem, todos se recusaram em sair das celas, sob a justificativa de estarem sendo oprimidos pela vigilância.
O coordenador dos Presídios do Oeste Paulista, José Reinaldo da Silva, disse que nada será mudado no esquema, que continua por tempo indeterminado. Segundo ele, o reforço na segurança foi feito para impedir tentativas de rebeliões e de fuga dos presos, considerados de alta periculosidade.


