O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reúne os líderes partidários nesta manhã para discutir a votação da proposta de reforma política que está na pauta do plenário da Casa. As bancadas dos partidos estão divididas internamente quanto aos dois pontos principais do projeto que entra em discussão: o financiamento público exclusivo para as campanhas eleitorais, acabando com a possibilidade de contribuições privadas, e o chamado voto em lista fechada ou pré-ordenada.

Nesse sistema, o eleitor vai votar no partido, que terá uma lista de nomes, e não mais diretamente no candidato que preferir. Mesmo com a divisão clara sobe os temas, Chinaglia marcou o início da discussão do projeto, etapa que precede a votação no plenário, para depois da votação das duas medidas provisórias que estão trancando a pauta.

Uma MP trata de créditos extraordinários e a outra MP, mais polêmica, prevê a criação do Instituto Chico Mendes, com a divisão das funções do Ibama. Para tentar avançar na pauta, Chinaglia marcou uma sessão extraordinária nesta manhã e anunciou que pretende levar as votações desta terça até a noite.