Brasília

  – O líder do PPS na Câmara, deputado João Herrmann (SP), coordenador da campanha do candidato da Frente Trabalhista a presidente, Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB), entregou ao representante da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Walter Franco, um documento pedindo a presença de observadores internacionais para acompanharem as eleições no País. No documento, Herrmann afirma que “a lisura do processo brasileiro, pela primeira vez, desde as eleições a bico-de-pena – sistema viciado pela fraude que provocou a Revolução de 1930 e o advento do voto secreto -, está ameaçada”.

Essa posição foi tomada apesar de anteontem, em São Paulo, o próprio Ciro Gomes ter dito não acreditar na necessidade de chamar observadores da ONU para fiscalizar a eleição de outubro.

Lula

Já o candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, disse ontem, em Salvador, que não apóia a proposta de se chamar observadores internacionais para acompanhar as eleições, como propôs a Frente Trabalhista (PPS-PTB-PDT), que tem Ciro Gomes como candidato a presidente. Segundo Lula, o País é maduro o suficiente para enfrentar sem ajuda estrangeira qualquer irregularidade no processo eleitoral, se houver.

TSE pune ex-ministro

Brasília

(AE) – O candidato da Frente Trabalhista a presidente, Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB), foi punido mais uma vez pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro Caputo Bastos decidiu cortar o tempo de Ciro na publicidade eleitoral gratuita por ter ele continuado a veicular imagens do presidente Fernando Henrique Cardoso nas campanhas de 1994 e 1998, sem indicar, corretamente, os partidos que compunham a coligação que então o apoiavam.

A propaganda de Ciro omitiu que o PTB, que, atualmente integra a Frente Trabalhista (que aderiu a ele) apoiava Fernando Henrique em 1998. Em conseqüência, Ciro será punido com a perda de quatro vezes o tempo destinado a essa cena, desde dia 3. Não haverá direito de resposta de Serra no horário perdido pelo candidato da Frente Trabalhista a presidente.

Jobim

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nelson Jobim, disse que não responderá mais a eventuais críticas de candidatos sobre a transparência do processo eleitoral. “O assunto está encerrado. Quem tem de resolver isso é o eleitor”, disse Jobim, em referência às críticas ao TSE feitas pelos candidatos Ciro Gomes, da Frente Trabalhista, e Anthony Garotinho (PSB). Jobim encerrou há pouco, no Hotel Nacional, a aula inaugural do curso destinado a juízes eleitorais e servidores do TSE.