Laranjas do caso Cisco tinham 20 empresas registradas

Os mesmo laranjas do esquema de empresas envolvidas no caso Cisco foram utilizados por empresas de outros ramos de atividade. Em nome dos suspeitos estão registradas 20 empresas, não só de informática, mas também de factoring, equipamentos, alimentos e comércio de produtos agrícolas e peças e acessórios de automóveis.

Levantamento realizado na Junta Comercial de São Paulo e na Receita Federal com os nomes de 13 laranjas descobertos pela PF durante a Operação Persona mostra que em nome deles existem 20 empresas em São Paulo, na Bahia e em países como Bahamas e Panamá. A soma do capital declarado por 12 empresas à junta comercial alcança o valor de R$ 15 milhões. O levantamento mostrou ainda que os laranjas têm como sócios 11 pessoas, a maioria das quais não mora nos lugares declarados à junta.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal relacionaram 77 empresas com sede no Brasil e 29 com sede no exterior como envolvidas diretamente no esquema de fraude que deu um prejuízo de R$ 1,5 bilhão ao governo. As empresas do esquema ligado à Cisco serviram, segundo o MPF e a PF, para blindar a multinacional no Brasil e nos Estados Unidos. Era por meio delas que se fazia a importação de equipamentos da empresa, a distribuição de produtos e a lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio de executivos.

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