Justiça liberta cinco acusados de fraudar leite em Minas Gerais

O juiz Alexandre Henry Alves, da 1ª Vara Federal de Uberaba, em Minas Gerais, determinou a libertação de cinco dos seis presos na última segunda-feira na Operação Ouro Branco, que investiga a adulteração do leite longa vida integral (UHT). Apenas o diretor-presidente da Cooperativa de Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Copervale), responsável pela fabricação e distribuição do leite integral Centenário, Luiz Gualberto Ribeiro Ferreira, continua preso. Ele teve a prisão temporária prorrogada por mais cinco dias.

Foram libertados ontem à noite e na madrugada deste sábado (27) o chefe do serviço de operacionalização da Copervale, Romes Monteiro Fonseca, o funcionário do Serviço de Inspeção Federal (SIF), Afonso Antonio da Silva, os diretores da Cooperativa, Luiz Ricardo Freire Resende e José Afonso de Freitas, e o químico Pedro Renato Borges, acusado de elaborar a fórmula da adulteração do leite.

O pedido para a prorrogação da prisão temporária foi feito para o químico e para o presidente da Copervale, mas o juiz prorrogou apenas a prisão deste último, acusado de determinar a adulteração do leite longa vida, com a adição de soda cáustica, água oxigenada e soro. A polícia suspeita que o químico estaria vendendo a fórmula usada na adulteração.

Romes Monteiro, o primeiro a deixar a penitenciária ontem à noite, não quis falar com a imprensa. Mas, segundo seus advogados (teve cinco em uma semana), ele teria colaborado com as investigações e acusado o presidente da Copervale de determinar a adulteração.

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