A Justiça do Rio decretou na última sexta-feira a previsão preventiva de cinco suspeitos de participar da morte de Raphael Rodrigues da Paixão, 26, o DJ Chorão, no dia 22 de setembro.

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A polícia diz acreditar que Paixão foi morto pelo “tribunal do tráfico” no Complexo da Maré, maior conjunto de favelas do Rio com cerca de 130 mil habitantes, na zona norte.

Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, Carlos André da Silva, o Carlão, Leandro de Souza da Silva, o Buda, Remilson Costa Ferreira, o Bicuí e Valdecir Nunes da Silva, o Cacá, foram indiciados sob suspeita de homicídio doloso (quando há intenção de matar) triplamente qualificado.

Parte do corpo do DJ foi encontrada na Baia de Guanabara, próximo da ponte velha da ilha do Governador no dia 28 de setembro.

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Moradores contaram à polícia que o Paixão foi levado à força de sua casa para um campo, torturado, morto e esquartejado. Os pedaços foram então jogados ao mar. Natural de Belford Roxo, o DJ morava há muitos anos na Maré. Com a música, acabou ganhando independência e tocando em comunidades que não eram dominadas pela mesma facção. Embora isso incomodasse os traficantes, a sentença de morte teria sido dada porque o Comando Vermelho acreditava que Chorão estava passando informações sobre a comunidade para o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).