Justiça de São Paulo determina quebra de sigilo do padre Júlio Lancellotti

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acatou a solicitação da Polícia Civil e determinou a quebra do sigilo bancário do padre Júlio Lancellotti. A decisão do tribunal foi confirmada nesta segunda-feira (29). A polícia revelou que faria o pedido após a prisão do ex-interno da antiga Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) Anderson Marcos Batista, da mulher dele, Conceição Eletério, e de Evandro dos Santos Guimarães. Os três são suspeitos de extorquir o padre nos três últimos anos. Outro acusado de envolvimento no crime, Everson dos Santos Guimarães, irmão de Evandro, está detido desde setembro.

Em depoimento à polícia, Batista disse que recebeu entre R$ 600 mil e R$ 700 mil do padre, mas denunciou que o padre teria dado o dinheiro espontaneamente porque os dois mantinham um relacionamento sexual. O padre alega ter sido extorquido por Batista. O ex-interno da Febem disse ainda ter ido com o padre a uma agência bancária do Santander/Banespa no Tatuapé, zona leste para sacar R$ 40 mil, em outubro ou novembro de 2006. Também afirma ter comprado carros e uma televisão com o dinheiro que recebeu.

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