O professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraná, Alfredo de Assis Gonçalves Neto, disse ontem que a reforma do Judiciário, aprovada anteontem (17) pelo Senado, terá pouca repercussão na agilização dos processos. "O grande problema está na estrutura", afirmou. "Audiências não saem porque testemunhas não foram intimadas ou a citação das pessoas não é feita." Para ele, o prazo de três anos para que magistrados aposentados ou exonerados voltem a exercer a advocacia é uma questão "interessante". "Parece um ponto que atende aos interesses dos operadores do direito em geral", avaliou.

Gonçalves Neto avalia que o controle externo não estará quebrando a autonomia do Judiciário, como chegou a ser comentado.