Rio – Os juízes Ana Paula Barros e Carlos Eduardo Figueiredo, que comandam as negociações com os presos rebelados de Bangu III, anunciaram ontem que os 38 reféns serão libertados hoje. A rebelião, que começou às 11h de terça-feira, se tornou a mais longa do sistema carcerário do Rio de Janeiro. Entre os reféns estão uma médica, um dentista, um assistente social, funcionários que executavam uma obra na prisão e agentes penitenciários. Para encerrar o motim, os rebelados exigiram garantias de que terão suas integridades físicas preservadas e que não sofrerão represálias pela morte do agente penitenciário Luís Cláudio de Lima Bonfim. Por não terem o que comer, os presos invadiram a cantina da penitenciária e fizeram os reféns cozinharem. Eles também conseguiram água no local. Interceptações telefônicas averiguaram ontem que os presos estariam prolongando as negociações, para cavar um túnel e escapar do presídio. Para evitar a fuga, foram aumentados a iluminação e o efetivo policial no local. Já os detentos de Bangu IV, ao lado de Bangu III, se aproveitaram da confusão no presídio vizinho para realizar uma tentativa de fuga ontem. A polícia reprimiu a fuga e um preso ficou gravemente ferido no tumulto. O ferido foi removido, de helicóptero, para o Hospital Miguel Souto.


