Ao condenar o empreiteiro Carlos Augusto Rodrigues Lamelas e cinco fiscais pela Máfia do ISS, o juiz Eduardo Giorgetti Peres, da 32º Vara Criminal de São Paulo, afirmou que os esquemas trouxeram “consequências nefastas” aos cofres públicos do município.

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O magistrado impôs cinco anos e quatro meses ao dono da construtora CLL por supostas propinas para evitar o pagamento de R$ 196,7 mil em impostos à Prefeitura no âmbito de um lançamento de empreendimento imobiliário.

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Entre os condenados, também estão Ronilson Bezerra Rodrigues, subsecretário de Finanças da gestão Gilberto Kassab (PSD), José Rodrigo de Freitas, que recebeu o apelido de “rei dos fiscais” por ter juntado um patrimônio de R$ 73 milhões durante seus anos de atuação na Prefeitura, Luís Alexandre Cardoso de Magalhães, Eduardo Horle Barcellos e Carlos Augusto Di Lallo Leite do Amaral.

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Para o magistrado, “a culpabilidade dos agentes pelas condutas praticadas é extremamente grave e reprovável, mormente considerando os cargos que eram ocupados”. “Não se pode esquecer que o crime de corrupção assemelha-se a uma espécie de “roubo qualificado”, em que, embora sem violência ou grave ameaça, afeta toda a sociedade, que é prejudicada pelo apossamento de dinheiro público, que teria que ser destinado à satisfação do interesse público primário.

“Isso torna a conduta dos acusados gravíssima, sem olvidar que a corrupção ativa e passiva incentiva outros crimes contra a administração em geral, prejudicando sua credibilidade e reputação”, anotou.

O juiz ainda afirma que as “consequências das condutas são especialmente nefastas aos cofres públicos e à reputação da Administração Pública”. “Outrossim, o esquema engendrado para o êxito do crime praticado mostrou-se sofisticado”, concluiu.

Todos os fiscais foram demitidos da Prefeitura de São Paulo a bem do serviço público entre 2013 e 2014, pela gestão Fernando Haddad (PT), quando a máfia foi descoberta.