Juiz mantém presos sete acusados na Operação Titanic

O juiz substituto da 1ª Vara Federal Criminal de Vitória, Pablo Gomes, não atendeu na totalidade aos pedidos da procuradoria da República naquele Estado e determinou a libertação da maioria dos envolvidos na Operação Titanic. A Procuradoria havia denunciado 21 dos acusados por formação de quadrilha e pedido a renovação da prisão de sete deles. Mas o juiz só concordou em manter sete pessoas presas, das quais dois cumprirão prisão preventiva de 30 dias e cinco ficarão por mais cinco dias na renovação da prisão temporária.

Ao não atender aos pedidos dos procuradores, o juiz Gomes colocou em liberdade o empresário Pedro Scopel – um dos donos da Tag Importação e Exportação de Veículos, através da qual eram feitas importações de carros de alto luxo subfaturados. Também foram beneficiados Ivo Júnior Cassol e Alessandro Cassol Zabott, filho e sobrinho do governador de Rondônia, Ivo Cassol.

A Operação Titanic, deflagrada em Vitória segunda-feira (7) após uma investigação de mais de um ano feita pelo setor de Inteligência da Polícia Federal e procuradores da República, atingiu uma organização criminosa que atuava na importação subfaturada de automóveis e mercadorias de alto luxo. Só no último ano, a sonegação fiscal praticada pela organização criminosa resultou em um prejuízo aos cofres públicos de pelo menos R$ 7 milhões.

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