Na proposta de Reforma Tributária que encaminhará ao Congresso em fevereiro, o governo não irá incluir medidas para a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A garantia foi dada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "O governo não cogita editar ou encaminhar qualquer proposta que preveja a reedição da CPMF", disse.

No entanto, de acordo com o senador, o assunto poderá ser discutido no Congresso caso algum parlamentar apresente alguma proposta nesse sentido. "As questões do Congresso, ninguém pode tolher. Se essa questão surgir dentro do Congresso, ela será debatida, mas não será uma posição do governo. Estamos numa democracia e o Congresso pode propor qualquer tipo de postura", disse.

"Se qualquer congressista quiser propor imposto único, qualquer outro tipo de linha de raciocínio para a questão tributária, tudo será discutido no âmbito do Congresso, democrática e abertamente", acrescentou.

Ontem em reunião com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, parlamentares da base aliada admitiram que pretendem propor no Congresso Nacional, durante a discussão da reforma tributária, a criação de um tributo para substituir a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A idéia seria criar um imposto, cuja sugestão de alíquota seria de 0,2%, nos mesmos moldes da CPMF só que com recursos totalmente destinados à saúde.