O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou nesta quarta-feira (6) que já tem as 27 assinaturas necessárias para criar a CPI para apurar o uso de cartões corporativos do governo nos últimos dez anos. "Conversei com o presidente Lula no início da tarde e ele concordou com a CPI para mostrar à Nação que no governo não tem nada a esconder e nem vai segurar nada", afirmou. Ele pretende protocolar o requerimento amanhã na Mesa do Senado, mas para isso aguarda ainda o apoio dos líderes do PSDB e do DEM.

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"A iniciativa mostra que o governo quer transparência nos gastos. Se puder melhorar gastos públicos com novas sugestões para isso, aceitaremos", afirmou. Além das despesas com os chamados cartões corporativos a partir de 2002, Romero Jucá propõe que sejam investigadas todas as despesas do governo com o chamado suprimento de fundos, que eram destinados a gestores públicos para pagamentos despesas efetuadas com de cartões de crédito e pagamento de cheques.

Embora os governos sempre trabalhem para evitar a instalação de CPIs, com o argumento de que toda CPI é prejudicial ao Executivo Jucá afirmou que teve a autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar sua proposta aos colegas. "Pior que a CPI é uma nuvem de suspeita sobre o governo como se o governo estivesse querendo esconder alguma coisa, inclusive despesa do presidente e de seus familiares", disse o líder.

Assustado

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse que está assustado com a iniciativa de Romero Jucá (PMDB-RR) de coletar assinaturas para a criação da CPI de cartões corporativos. O deputado é autor do pedido de instalação de uma CPI, com o mesmo objetivo, que até o momento só havia recebido apoio da oposição. "O que motivou Jucá a pedir a CPI não pode ser uma causa lógica. É para enterrar a CPI", afirmou Carlos Sampaio, que está mobilizando parlamentares para criar uma CPI mista, de senadores e deputados.

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