Os adolescentes do Reino Unido preferem passar mais tempo com os familiares e na internet em vez de fazerem sexo. É o que aponta a pesquisa do Serviço Britânico de Informação sobre Gravidez (BPAS – sigla em inglês), publicada na terça-feira, 17, após entrevistas com cerca de mil jovens de 16 a 18 anos.

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Sete em cada dez adolescentes disseram que conversam com amigos online quatro ou mais vezes por semana. Já os que convivem pessoalmente com os amigos – na escola ou fora do trabalho – somam 24%.

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Os que interagem com os amigos pessoalmente e com mais frequência tendem a fazer mais sexo. Cerca de quatro a cada dez daqueles que veem os amigos quatro vezes por semana afirmaram já ter transado.

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Além disso, os entrevistados que socializam com regularidade costumam se relacionar sexualmente com mais de uma pessoa, conclui o levantamento.

O relatório informa, ainda, que as taxas de gravidez precoce na Inglaterra e no País de Gales diminuíram 11% de 2015 a 2017. “Os baixos níveis podem ser atribuídos ao baixo contato pessoal entre jovens e seus pares, à medida que as oportunidades de interação sexual, que poderiam resultar em uma gravidez, são reduzidas”, consta o estudo.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (ONS – sigla em inglês) do governo britânico, houve 18 mil casos de gravidez em adolescentes com menos de 18 anos em 2016, uma redução de 11% em relação a 2015.

No Brasil,o número caiu em 17% entre 2004 e 2015 para mães de 10 anos a 19 anos, segundo o Ministério da Saúde. A redução foi de 661.290 nascidos vivos em 2004 para 546.529 em 2015. No entanto, o País ainda tem 68,4 bebês nascidos de adolescentes a cada mil garotas de 15 a 19 anos, segundo o levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). O índice está acima das médias da América Latina e do mundo, estimadas em 65,5 e 46 nascimentos a cada mil, respectivamente.