Salvador – Um grupo de sete jovens do Distrito Federal foi detido na Delegacia de Polícia de Nova Viçosa, no sul da Bahia, quarta-feira, por provocar um incêndio na Pousada Brasília com bombas juninas. A bomba provocou princípio de incêndio no quarto da pousada, que estava lotada com 280 hóspedes. O dono do estabelecimento Gérson Souza sofreu queimaduras leves ao retirar os colchões que pegavam fogo. “Tive que retirar os colchões pois havia o perigo das chamas atingirem o madeiramento do teto”, disse ele. O delegado José Gomes interrogou os estudantes que admitiram ter colocado a bomba por “brincadeira”.Inquérito vai apurar ação de jovens em pousada da BA

O delegado de Nova Viçosa, no sul da Bahia, José Geraldo Gomes, abriu inquérito contra os rapazes. Gérson Souza, retirou queixa contra os rapazes atendendo a pedido de uma das mães. O delegado disse que com a retirada de queixa os rapazes não serão responsabilizados pelos danos materiais e pequenas queimaduras causadas no dono da pousada quando ele tentava apagar o fogo. Mas serão enquadrados no artigo 250 do Código Penal, por provocarem incêndio. Segundo o delegado a pena é de 3 a 8 anos prisão.

Bomba-relógio

Alan Guilherme Mota, de 19 anos, seu irmão de iniciais D.M. 15, o primo dos dois D.B.S., 17, Rafael Seiça, 18, Fernando Henrique Rocha, 19, Rodrigo Santos e Fabiano Bespalhok, 19, moradores de Taguatinga passaram o Carnaval em

Nova Viçosa e quando deixaram o quarto da pousada prepararam uma espécie de “bomba relógio” rudimentar, colocando um cigarro acesso na ponta do pavio para que o artefato só estourasse quando eles saíssem. Para completar, escreveram no papel com as normas da pousada afixada na porta do quarto, a frase “Os Karas – Se entrar morre”. Os jovens acharam que quando a bomba estourasse já estariam na estrada, mas a explosão ocorreu antes da saída do ônibus que os levaria a Brasília.