A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu em flagrante Douglas Santos, 21, acusado de usar cartões falsos para pagar hotéis, viagens e outros luxos. Ele foi preso em um hotel de luxo de Brasília, depois que funcionários desconfiaram dos gastos – R$ 11.377, em menos de uma semana.

Santos poderá responder pelo crime de estelionato. Ele tem outras três passagens pela polícia, sob acusação de estelionato, uso de documento falso e falsidade ideológica. Mais de 400 empresas nacionais e estrangeiras podem ter sido vítimas do esquema.

O jovem apresentava cartões de crédito corporativos falsos, registrados em nomes de empresas fictícias criadas por ele, mas que usavam números de cartões pertencentes a empresas verdadeiras. Em Brasília, os funcionários do hotel onde ele estava hospedado desconfiaram depois que Santos pediu transferência para a suíte presidencial, com diária de R$ 8 mil. O cartão estava em nome de uma empresa falsa sediada em Londres, a Potis Enrol, mas os números pertenciam a uma empresa de São Paulo.

O esquema era elaborado e, segundo a polícia, se alguém ligasse para consultar a empresa, quem atendia era o próprio Douglas. Ele disse aos policiais, após sua prisão, que usava cartões com limites muito altos para custear viagens, hotéis, bebidas etc, de acordo com descrição feita pelos agentes e juntada ao inquérito.

 

No computador apreendido pela polícia, foram encontradas fotos de viagens pelo exterior. O esquema teria durado dois anos. De acordo com a polícia, ele chegou a alugar um jatinho por U$ 40 mil para ir de Londres a Nova York. Até um cartão de agradecimento com o emblema da Casa Branca, supostamente assinado pelo casal Obama aparece no material apreendido.

 

Natural de Goiás, Santos morou nos EUA durante três anos, onde se formou em Sistemas da Informação. A polícia ainda investiga como ele teve acesso aos números de cartões das empresas.

Em depoimento na delegacia, o acusado disse que só se pronunciaria na Justiça. A reportagem ligou para os telefones registrados em nome dos pais de Douglas, mas ninguém atendeu. A advogada dele não foi localizada.