Jobim diz que só aceitará renegociar malha com a premissa de segurança

Rio de Janeiro – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quinta-feira (2) que não irá ceder às pressões de companhias aéreas contrárias à retirada de conexões e escalas do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Durante um seminário sobre sistema aéreo, Jobim apresentou o plano de redistribuição das conexões e afirmou que só aceitará ?renegociar a malha aérea com a premissa de segurança".

De acordo com o ministro, será mantida a decisão do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) de retirar 151 vôos de Congonhas. ?As companhias terão problemas, mas a questão da segurança é uma prioridade. Não está em negociação que Congonhas volte a ser um hub nacional [ponto de concentração e redistribuição de vôos].?

Nelson Jobim afirmou que a distribuição de vôos do Aeroporto de Congonhas é o ponto de partida ?para a discussão do problema das malhas das empresas?. Segundo ele, o governo estuda a criação de uma secretaria específica para cuidar do setor da aviação civil no país. "Vamos trabalhar para termos um desenho de uma secretaria-executiva na versão civil que funcionará como secretária-executiva do próprio Conselho Nacional de Aviação Civil.?

De acordo com o plano de mudanças nas conexões e escalas, o Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, passaria a concentrar as conexões para o Nordeste. O  Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, também receberia vôos para o Nordeste, além de conexões para a América do Norte, América do Sul e Europa.

O Aeroporto Afonso Pena,  na região metropolitana de Curitiba, seria responsável pelas conexões para o Sul do país e o Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, para o Norte e Centro-Oeste. Já o Santos Dumont, no Rio, ficaria só com a ponte aérea Rio-São Paulo e Congonhas, vôos sem conexão e para o atendimento das demandas do interior de São Paulo.

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