Joaquim Roriz afirma que operação com Constantino foi ‘privada’

Após mais de quatro horas de depoimentos, o ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) deixou a Delegacia de Combate ao Crime Organizado em Brasília confirmando a existência de um empréstimo com o presidente da Gol, Nenê Constantino, mas afirmando que a operação não envolveu questões públicas e nem dinheiro público. "O que aconteceu foi uma questão de comercialização de cunho empresarial. Portanto, é operação privada, não é pública. Não é crime", afirmou.

Roriz alegou que como o inquérito está tramitando sob sigilo da Justiça, não poderia dar mais detalhes de seu pronunciamento. Disse que, embora inocente, decidiu renunciar a seu mandato de senador por se sentir "angustiado" e constatar que o episódio envolvendo denúncias contra ele se agravou por ter surgido em meio às acusações de que o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teria despesas pessoais pagas por um lobista de uma empreiteira. Constantino também prestou depoimento nesta sexta-feira (26). Ele chegou à Delegacia por volta das 15 horas demonstrando bastante irritação com a presença de jornalistas e fotógrafos no local.

A denúncia surgiu durante as investigações da Operação Aquarela, da Polícia Civil do Distrito Federal, que apurava desvios de dinheiro no Banco de Brasília (BRB). Segundo a acusação, Roriz e o então presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, negociavam a divisão de R$ 2,2 milhões. O ex-senador confirmou o empréstimo de R$ 300 mil recebido de Constantino, alegando que o dinheiro foi usado para comprar uma bezerra. Supostamente, o dinheiro emprestado por Constantino viria da quantia de R$ 2,2 milhões, que ele alega ter ganho ao vender uma fazenda.

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