Um dos eletrodomésticos que mais impactam na conta mensal de energia é a geladeira. Por funcionar ininterruptamente e estar sujeita a constantes aberturas de porta, o aparelho acaba sendo um dos vilões do consumo doméstico de eletricidade.

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Diante dessa realidade, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) está orientando a população sobre práticas adequadas de instalação, uso e manutenção que podem ajudar não apenas a reduzir o consumo, mas também evitar desperdícios e prolongar a vida útil do eletrodoméstico.

Entre as principais recomendações, o Inmetro destaca que o aparelho não deve ficar encostado na parede nem ser instalado em nichos muito apertados. Componentes essenciais como o compressor e o condensador necessitam de espaço adequado para dissipar o calor gerado durante o funcionamento. Quando essa ventilação é comprometida, o motor precisa trabalhar mais intensamente para manter a temperatura interna, elevando o consumo energético.

A orientação do Instituto é seguir as instruções do fabricante que, geralmente, indicam uma distância mínima de aproximadamente 15 centímetros das paredes.

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Outro ponto fundamental é evitar abrir a porta da geladeira repetidamente ou mantê-la aberta por períodos prolongados. Esse comportamento permite a entrada de ar quente, exigindo maior esforço do sistema de refrigeração para reestabelecer a temperatura ideal.

Para otimizar o consumo, o Inmetro recomenda organizar adequadamente os alimentos, abrir a porta apenas quando necessário e evitar armazenar produtos ainda quentes no interior do equipamento. A verificação regular da borracha de vedação também é essencial, pois desgastes e frestas comprometem significativamente a eficiência e aumentam o gasto energético.

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O Instituto ressalta ainda que a limpeza periódica do condensador, conhecido popularmente como serpentina, localizado na parte traseira da maioria dos modelos, é fundamental para o desempenho adequado da geladeira. O acúmulo de poeira e gordura nesse componente dificulta a liberação de calor e pode elevar consideravelmente o consumo.

Uma prática comum em muitos lares brasileiros – secar roupas na parte traseira da geladeira – é considerada totalmente inadequada pelo Inmetro. Este hábito bloqueia a saída de calor, reduz a ventilação necessária e compromete o funcionamento adequado do equipamento. O Instituto enfatiza que seguir essas orientações contribui para um consumo mais eficiente, reduz o impacto na conta de energia e ajuda a preservar o eletrodoméstico por mais tempo.

Na hora da compra de uma nova geladeira, o Inmetro recomenda verificar atentamente a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), observando o consumo mensal indicado e priorizando os modelos mais eficientes, “uma vez que a eficiência energética faz diferença na conta de energia”.