Um roteiro intitulado “Tudo que você precisa saber sobre o quinto ato”, uma espécie de manual de conduta para quem vai participar do protesto marcado para esta segunda-feira (17) contra o aumento no preço das passagens de ônibus, ou mesmo para quem quer ajudar sem sair de casa, está circulando no Facebook, com dezenas de compartilhamentos.

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São mais de 30 orientações, compiladas por jovens ativistas que vêm acumulando experiência em manifestações. O texto inclui dicas como: andar sempre em grupo, para não correr risco de agressão por parte da polícia; fazer fotos e gravar vídeos, para que depois as imagens sejam compartilhadas nas redes sociais.

São listados também conselhos bem práticos: o uso de tênis confortáveis, “que sirvam para correr”, e de roupas impermeáveis, que barram o contato da pele com o gás lacrimogêneo, além do uso de óculos de natação para proteger os olhos e de máscaras próprias para pintores de parede.

“Tome banho. A oleosidade da pele também ajuda a fixar o gás lacrimogêneo”, ensina o texto. “Não use brincos, piercings, colares, gravatas. Leve calça e blusa extras, guardados na mochila, para você trocar as roupas contaminadas.”

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Para quem não quer participar, mas gostaria de ajudar os manifestantes, é pedido o desbloqueio do sinal Wi-Fi, para que possa ser usado da rua. Outras sugestões são a colocação de bandeiras brancas nas janelas, como forma de apoio à causa, a disponibilização de garrafas d’água e embalagens de vinagre, assim como a proteção de grupos nas portarias dos prédios.

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Pede-se ainda que os rostos das lideranças não sejam fotografados, evitando “perseguições”, e que casos de violência sejam documentados com celulares e câmeras, para que possam ser denunciados.

“Seja pacífico. Lute, mas não recorra à violência. Se houver manifestações de violência, filme e reporte. Afaste-se dos ambientes onde está acontecendo combate, depredações e conflito. Essas ações invalidam e deturpam o valor da manifestação. No lugar disso, leve seu cartaz e prepara a voz pra gritar. Em caso de agressão policial com balas de borracha, deite no chão.”

O texto ainda explica o que a polícia tem e não tem direito de fazer com os manifestantes, informa como agir em caso de prisão e como prestar os primeiros socorros a feridos. Grupos de manifestantes em 32 cidades brasileiras e 29 estrangeiras, nas Américas, Europa, Ásia e Oceania, são listados como referência.