O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, negou que as companhias aéreas tenham feito pressão para que a pista principal do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, fosse liberada para operação após passar por reformas no início deste ano. Segundo o brigadeiro, as obras foram realizadas rapidamente por "necessidades operacionais". "A Infraero não aceitaria essas pressões", sustentou.

O presidente da estatal informou que a licitação para as obras foi feita em regime emergencial, fato que foi comunicado aos órgãos de controle externo do governo. A disputa foi ganha por uma empresa que já compunha o grupo que havia realizado a reforma da pista auxiliar e do saguão do aeroporto.

Pereira disse que, durante as obras, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e a Infraero fizeram medições constantes do índice de atrito da pista. Essa prática teria sido continuada após a conclusão das obras, sendo realizada todas as quintas-feiras, de madrugada.