O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, disse nesta segunda-feira (23) que vê maiores problemas em liberar a pista principal de Congonhas, em São Paulo, porque "está em condições infinitamente superiores às de anteriormente". Ele acrescentou que "os pilotos não mais precisarão se recusar a pousar em Congonhas com chuva porque a pista só será aberta com tempo seco". A pista principal de Congonhas, interditada desde terça-feira depois do acidente com o Airbus A320 da TAM, poderá ser reaberta amanhã, a partir das 6 horas, se não chover.

O setor de comunicação social da Infraero de Brasília afirmou desconhecer essa suposta liberação, limitando-se a dizer, porém, que, "se o brigadeiro falou, então, está falado". Já a assessoria de imprensa do mesmo órgão no Aeroporto de Congonhas informou que essa possível autorização para a liberação da pista caberia única e exclusivamente ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em Brasília. O centro de comunicação social da Cenipa, entretanto, rebateu e devolveu a responsabilidade pela reabertura da pista para a Infraero.

Na mesma entrevista, José Carlos Pereira reagiu negativamente à possibilidade de intervenção internacional no setor aéreo brasileiro. "Não podemos negar a existência de uma crise, mas temos plenas condições de resolver isso", disse. "Apenas a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) pode fazer recomendações ao Brasil, mas, mesmo assim, não se intromete em assuntos internos".

Sobre a idéia do prefeito Gilberto Kassab (DEM) de construir uma área de escape em Congonhas, o presidente da Infraero reconheceu que, embora seja uma solução adequada, ela não é praticável. "Não consigo ver do ponto de vista prático como fazer isso. Não adianta prolongar só a pista". As informações são da Rádio Jovem Pan de São Paulo.