O presidente da Empresa Brasileira de Infra Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, voltou atrás e afirmou que a pista principal do Aeroporto de Congonhas não vai mais reabrir para operações nesta terça-feira (24). Segundo o brigadeiro a perícia da Polícia Federal atrasou e, por isso, a pista permanecerá fechada por tempo indeterminado. O presidente da Infraero, no entanto, garantiu que a pista deve ser reaberta antes do final de semana.

Mais cedo, Pereira repudiou a proposta de intervenção internacional para solucionar a crise aérea no País, proposta ontem pela Federação Internacional dos Controladores Aéreos (Ifatca, sigla em inglês). "A Ifatca não tem autoridade técnica e moral para falar isso", declarou o brigadeiro José Carlos Pereira. Para ele, a proposta é "inaceitável". Pereira considera ainda que a atitude é uma "intromissão" em um assunto nacional e que nenhum país admitiria que o Brasil propusesse a mesma coisa.

Ontem, a Ifatca afirmou que o governo brasileiro "não tem a capacidade" nesse momento de dar um fim aos problemas sem a ajuda da comunidade internacional, já que está "preso" em um debate político interno e tentando equilibrar as necessidades de reforma com o próprio poder da Aeronáutica.

Questionado sobre a reabertura sem o grooving, que auxilia na drenagem do asfalto em dias de chuva, Pereira afirmou que a pista principal será reaberta mesmo sem a estrutura. Segundo o presidente da Infraero, as ranhuras serão feitas durante a madrugada; a cada dia de trabalho, 40 metros de pista receberão o grooving. Como a pista principal tem 1.900 metros, os trabalhos devem durar cerca de 47 dias.