Porto Velho

– O cacique Almir Suruí, de 35 anos confirmou ontem que a dívida da Coordenação da União das Nações e Povos Indígenas de Rondônia, Noroeste do Mato Grosso e Sul do Amazonas (Cunpir) ultrapassa R$ 2,2 milhões. Ele está investigando há um mês o desaparecimento de dinheiro, que resultou no afastamento do ex-presidente da ONG, cacique Antenor Karitiana, de 43 anos. Como não houve prestação de contas, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a WWF (Fundo Mundial para a Natureza) suspenderam convênios com a Cunpir, que representa 42 nações indígenas e 10 mil índios. O convênio com a WWF tinha 10 anos. A ONG indígena deve a fornecedores de combustível, medicamentos e material de expediente R$ 2 milhões. Além disso, há uma dívida trabalhista de R$ 200 mil e não se comprova gasto de R$ 64 mil repassados pela WWF.