São Paulo – O Instituto Médico Legal (IML) informou na tarde desta segunda-feira (23) que já colheu sangue de 124 pessoas pertencentes a 84 famílias para poder comparar com o material genético das vítimas do acidente com o avião da TAM, ocorrido na última terça-feira (17).

O IML pede que os familiares que ainda não participaram da coleta procurem a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que possui laboratórios em diversas capitais do Brasil, e ajudem na identificação dos corpos. Também é possível encontrar informações no site da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo: www.ssp.sp.gov.br.

A coleta de sangue começou no último sábado, em três hotéis da capital paulista. Amanhã, mais uma sessão será realizada no hotel Blue Tree Ibirapuera, a partir das 15 horas, segundo a SSP. O hotel fica a três quilômetros do Aeroporto de Congonhas, na Avenida Ibirapuera, 2.927, bairro de Moema, zona sul. O telefone é (11) 2161-2200.

A SSP afirma que todas as amostras retiradas das vítimas vão ser processadas pelo Laboratório de DNA do Centro de Exames, Análises e Pesquisas (Ceap) do Instituto de Criminalística da capital.

De acordo com a perita criminal e arqueóloga do laboratório, Norma Bonaccorso, o Instituto de Criminalística resolveu antecipar uma das etapas, embora o exame de DNA só vá ser realizado após terem sido concluídas todas as outras formas de reconhecimento.

?A identificação está sendo feita pelo processo de reconhecimento visual, pela impressão digital, pelos pertences, pela arcada dentária e, por último, quando esgotadas essas técnicas, por DNA?, afirmou Bonaccorso hoje (23), em entrevista coletiva.

Segundo Bonaccorso, o Instituto de Criminalística já está analisando o material cadavérico para uma futura comparação com o que for coletado dos familiares. ?À medida que formos recebendo os perfis genéticos, passaremos para um software, onde colocamos o banco de dados genético dos familiares e dos materiais cadavéricos. Cruzam-se esses dados, olham-se as combinações genéticas e, assim, auxilia-se na determinação da identidade?, afirmou, ressaltando que a ordem de preferência para ajudar na identificação é: pais, filhos e, por último, irmãos.

A perita afirmou que o material genético já retirado dos familiares deve ficar pronto entre quarta e sexta-feira (25 e 27). E que a carbonização de partes do corpo das vítimas e a degradação natural tornam a identificação mais difícil, mas não a inviabilizam.