Amostras dos corpos das 16 vítimas do acidente aéreo ocorrido no Recife na última quarta-feira chegaram a Salvador na noite de ontem para serem analisadas pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia. O núcleo de genética forense do DPT baiano, o primeiro do Nordeste, inaugurado em 2005, é considerado referência na região para identificação por DNA.

Segundo a coordenadora de genética forense do departamento, Tânia Gesteira, o material genético isolado das vítimas será comparado com amostras de sangue colhidas dos parentes, para que seja possível a identificação por comparação. As amostras contêm três fontes de DNA das vítimas, músculos, ossos e sangue. “O procedimento é feito por segurança, porque caso uma das amostras não dê condições de extrair o DNA, outra pode estar e melhores condições”, explica Tânia.

De acordo com o diretor-geral do DPT, Raul Barreto, apesar de sete das vítimas terem sido identificadas pelas impressões digitais, amostras dos corpos delas também serão analisadas, para que a comprovação da identidade seja completa. Além disso, as arcadas dentárias de todas as vítimas estão sendo analisadas em Recife.

Barreto não deu prazo para a conclusão dos trabalhos de identificação. “Depende da condição das amostras”, informa. “Quando não há problemas, uma identificação do tipo fica pronta em 15 dias, mas trabalharemos para que o trabalho seja feito o mais rápido possível, para aliviar parte do sofrimento das famílias”.